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Dia dos Namorados: Como uma estratégia de marketing dos anos 40 mudou o calendário brasileiro
Criada pelo publicitário João Dória para salvar o comércio de São Paulo em junho, data se consolidou no país unindo varejo e fé.
12/06/2026 10h35
Por: Alline Portela

Celebrado nesta sexta-feira, 12 de junho, o Dia dos Namorados é a data oficial em que os casais brasileiros aproveitam para comemorar a união, trocar presentes e agradecer pelo companheirismo e dedicação mútua ao longo do ano. No entanto, o que muitos não sabem é que o Brasil celebra o amor em um período completamente diferente do resto do mundo — e por uma razão puramente comercial.

Enquanto a maioria dos países festeja o afeto em 14 de fevereiro, o chamado Valentine’s Day (Dia de São Valentim), a tradição brasileira foi moldada na década de 1940 para aquecer as vendas do comércio em São Paulo durante um mês que, até então, era considerado fraco para o setor.

A jogada de marketing por trás da data

O grande responsável pela criação do Dia dos Namorados no Brasil foi o publicitário João Dória. Após uma viagem ao exterior, onde conheceu o sucesso do Valentine's Day, Dória percebeu o potencial que uma data romântica teria para a economia local.

Para fazer a ideia pegar no país, o publicitário uniu o útil ao agradável. Ele sugeriu que a comemoração ocorresse no dia 12 de junho, estrategicamente posicionado na véspera do Dia de Santo Antônio (13 de junho).

O Santo Casamenteiro: De origem portuguesa, Santo Antônio é amplamente conhecido na cultura luso-brasileira como o protetor dos noivos e o santo casamenteiro.

Fé e tradição: As famosas simpatias de Santo Antônio

A proximidade com o dia do santo católico acabou alimentando a cultura popular. Até hoje, muitas pessoas que estão em busca de um parceiro recorrem a simpatias tradicionais, realizadas geralmente na madrugada do dia 12 para o dia 13 de junho.

Entre as práticas mais conhecidas e bem-humoradas estão: