Política Fiscalização
Ministério Público instaura inquérito para investigar inconsistência de R$ 100 mil no Zé Pereira de José de Freitas-PI
Investigação apura falta de comprovação de gastos na tradicional festa sob a gestão do prefeito Pedro Gomes; oposição aponta que prefeitura justificou apenas R$ 400 mil de um investimento de meio milhão.
06/06/2026 10h40
Por: Alline Portela

O Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de José de Freitas, no Piauí. O foco central da investigação são as despesas da edição do ano passado da tradicional festa de Zé Pereira. A abertura do procedimento atende a uma representação protocolada por vereadores da oposição, que acusam a gestão municipal de falta de transparência e de falhas na prestação de contas.

O vereador Júnior do Xis afirmou em entrevista que o poder executivo municipal destinou cerca de R$ 500 mil em recursos próprios para a realização do evento, montante que foi somado a repasses financeiros enviados pelo governo estadual.

Contudo, a administração liderada pelo prefeito Pedro Gomes enfrenta sérias dificuldades para comprovar o destino final de todo o dinheiro público utilizado.

A conta que não fecha:

"Após sucessivas cobranças oficiais por parte da Câmara Municipal, a prefeitura enviou um orçamento detalhando despesas que somam apenas R$ 400 mil. A ausência de documentação ou justificativa técnica para a diferença exata de R$ 100 mil consolidou as suspeitas", afirmou Júnior do Xis.

A investigação sobre as contas do Zé Pereira não é um fato isolado no município. O procedimento instaurado pelo Ministério Público integra um pacote de quatro denúncias formalizadas pela oposição junto ao órgão fiscalizador. O bloco de parlamentares tem intensificado as ações de auditoria com foco nos contratos e nas licitações vigentes na atual gestão.

Com a abertura do inquérito civil, as autoridades ministeriais darão andamento aos prazos legais para que a Prefeitura de José de Freitas seja notificada e obrigada a prestar esclarecimentos oficiais, sob pena de sanções administrativas, detalhando de forma minuciosa onde e como foi aplicada a quantia faltante de R$ 100 mil.