A Polícia Civil do Maranhão, por intermédio da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), deflagrou a Operação Astreia com o objetivo principal de desarticular uma organização criminosa fortemente estruturada e voltada ao tráfico de entorpecentes na região metropolitana de São Luís.
O principal diferencial e fator alarmante revelado pelas investigações oficiais reside no envolvimento direto de servidores públicos da área da segurança, uma vez que, dos 12 alvos identificados pelo monitoramento policial, 6 são policiais militares da ativa e 1 é policial civil aposentado, além de outros 5 indivíduos civis sem vínculos estatais.
Até o momento das últimas atualizações operacionais fornecidas pelas autoridades, 9 dos suspeitos já haviam sido devidamente capturados e colocados sob custódia, grupo este formado por 5 policiais militares, o policial civil veterano e 3 civis. Além dos mandados de prisão preventiva expedidos, o Poder Judiciário determinou medidas extras severas, tais como a suspensão imediata do porte de armas de todos os envolvidos, bem como o bloqueio judicial e o sequestro de seus bens materiais e contas bancárias ativas.
A expressiva ofensiva institucional contou com o suporte estratégico e de campo de forças especiais de elite da corporação, incluindo equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), com a ressalva de que, devido ao andamento das diligências de campo, os números consolidados de prisões e materiais ilícitos apreendidos poderiam sofrer acréscimos significativos ao longo do dia.