A Polícia Civil do Estado do Ceará está investigando o assassinato da manicure Thamires Moura Pinheiro, de 36 anos, cujo corpo foi encontrado debaixo de uma cama em sua residência, no bairro Sapiranga, em Fortaleza. O principal suspeito é o companheiro da vítima, com quem ela mantinha um relacionamento há cerca de três anos. O crime passou a ser formalmente apurado como feminicídio após o próprio homem comparecer a uma delegacia para confessar o homicídio.
De acordo com relatos de uma familiar que optou por não se identificar, o suspeito se apresentou às autoridades policiais na manhã de segunda-feira (1º). Durante o depoimento, ele revelou ter assassinado Thamires dois dias antes, no sábado (30). Diante da confissão, equipes policiais foram deslocadas até a residência do casal, onde localizaram o corpo da vítima ocultado sob o móvel.
A dinâmica que antecedeu a descoberta do crime aponta para uma conduta dissimulada por parte do agressor. Thamires, que trabalhava desde muito jovem e era descrita por parentes próximos como uma pessoa alegre e extrovertida, mantinha o hábito de visitar os familiares na vizinhança e deixar o filho caçula, de apenas 2 anos, sob os cuidados deles para poder trabalhar.
O último contato direto da família com a manicure havia ocorrido na sexta-feira (29). Na segunda-feira seguinte, o companheiro cumpriu a rotina e foi até a casa de uma parente de Thamires para deixar a criança.
Ao ser questionado sobre o paradeiro da esposa, o homem alegou de forma evasiva que ela "iria aparecer depois". Pouco tempo após o diálogo, ele se dirigiu ao distrito policial e o óbito foi confirmado à família.
Thamires Moura Pinheiro deixa quatro filhos. O sepultamento da manicure ocorreu nesta terça-feira (2), no município de Barreira, situado no interior do Ceará, sob forte clima de comoção e indignação.
Nas redes sociais, amigos e familiares manifestaram luto e transformaram as homenagens em um manifesto contra a violência de gênero. Em nota compartilhada coletivamente, o grupo cobrou punição rigorosa ao responsável:
"Hoje sentimos a dor da perda, mas também a revolta de uma violência que precisa acabar. Feminicídio não é passional, é crime."