Geral Greve
Profissionais de enfermagem de Parnaíba-PI iniciam greve por tempo indeterminado
Categoria reivindica reajuste salarial e a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR) exclusivo
01/06/2026 16h55
Por: Portal Verdes Campos Sat

Nesta segunda-feira (1º), profissionais de enfermagem, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares, de Parnaíba, no litoral do Piauí, deflagraram uma paralisação que marca o início de uma greve por tempo indeterminado. O movimento busca pressionar a gestão municipal por melhores condições salariais e pela criação de um plano de cargos e carreira específico para a categoria.

Motivação e histórico das negociações Segundo Kelsa Carvalho, enfermeira e diretora do Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Piauí (Senatepi), o impasse persiste desde outubro de 2025, quando uma paralisação anterior já havia impactado o funcionamento de postos de saúde e o atendimento eletivo na rede municipal.

A categoria afirma que a Prefeitura de Parnaíba descumpriu a promessa de elaborar o PCCR da enfermagem. Esse compromisso, inclusive, foi utilizado pela gestão anterior como justificativa para excluir esses profissionais do reajuste salarial concedido a outras áreas do funcionalismo público em 2025.

Logo nas primeiras horas da manhã, os trabalhadores se reuniram em frente ao prédio da prefeitura para oficializar o início do movimento. Como consequência, serviços essenciais na rede municipal foram suspensos, incluindo:

Atendimentos de urgência e emergência;

Pronto-Socorro;

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu);

Centros de Atenção Psicossocial (Caps);

Equipes de Saúde da Família (ESFs).

Atualmente, o sindicato analisa uma nova proposta enviada pela gestão do prefeito Francisco Emanuel (Progressistas). A reunião de avaliação ocorre nesta manhã para determinar o futuro da greve.

“Vamos debater a proposta do prefeito agora, na esperança de que seja plausível e não seguir o movimento grevista, que traz prejuízos não só para a população, mas para a categoria também”, declarou a diretora do Senatepi, Kelsa Carvalho.

O encerramento ou a continuidade da paralisação dependerá exclusivamente dessa análise: caso a proposta seja considerada satisfatória, os atendimentos deverão ser retomados; na ausência de consenso, a greve será mantida, abrindo espaço para novas rodadas de negociação.