Mais do que um ponto de comércio, a Feira Livre de Coelho Neto é um patrimônio vivo da economia popular local. Preservando uma tradição que já atravessa gerações, o espaço resiste ao tempo e às transformações urbanas, consolidando-se como um dos principais símbolos de subsistência e cultura do município.
A história dessa atividade centenária começou na antiga Rua do Trapiá (atual Marechal Cordeiro de Farias), conforme resgata o relato do jornalista Milton Vieira. Com o desenvolvimento e a expansão da cidade, a feira ganhou um novo endereço na Avenida Coelho Neto. Há cerca de duas décadas, a prefeitura inaugurou o Mercado do Produtor com o objetivo de centralizar e abrigar os comerciantes.
O sucesso e o crescimento da feira, no entanto, trouxeram novos desafios estruturais. O espaço interno do Mercado do Produtor tornou-se insuficiente para a quantidade de trabalhadores. Como alternativa para garantir o sustento, muitos feirantes passaram a ocupar as áreas externas para expor suas mercadorias.
Para quem visita o local, o cenário é de pura diversidade. A feira oferece um verdadeiro mosaico de produtos essenciais para o dia a dia da população, incluindo:
Carvão vegetal;
Frutas, legumes e verduras frescas;
Roupas e confecções;
Utensílios domésticos diversos.
Apesar de sua relevância cultural e econômica, o momento atual exige resiliência dos trabalhadores. Comerciantes locais relatam uma queda no movimento e sérias dificuldades para fechar as contas no fim do mês.
O principal vilão, segundo os feirantes, é a concorrência acirrada com o comércio formal. Redes de supermercados e lojas de departamento, que conseguem negociar em larga escala, frequentemente sufocam o pequeno produtor com promoções agressivas e preços altamente competitivos.
A sobrevivência da Feira Livre de Coelho Neto agora depende não apenas da tradição familiar, mas também do equilíbrio entre o avanço do comércio moderno e o apoio ao consumo local.