Saúde Prevenção
Dia Nacional de Combate ao Glaucoma: data alerta para o 'ladrão silencioso da visão'
Celebrado neste 26 de maio, o dia nacional reforça a importância do diagnóstico precoce da doença, que é uma das maiores causas de cegueira irreversível no mundo.
26/05/2026 09h55
Por: Alline Portela

Celebrado anualmente em 26 de maio, o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma tem como principal objetivo alertar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da doença. A data reforça a necessidade de realizar exames oftalmológicos regularmente, já que a condição costuma evoluir de forma silenciosa e pode não apresentar sintomas nas fases iniciais.

No Brasil, a data oficial de conscientização foi instituída por meio do Decreto nº 10.456, de 13 de maio de 2002. Desde então, entidades médicas promovem campanhas educativas e ações especiais voltadas para a saúde ocular ao longo de todo o mês.

O que é o glaucoma e quais os seus riscos?

O glaucoma é uma doença que provoca danos progressivos no nervo óptico, estrutura responsável por transmitir ao cérebro as informações captadas pelos olhos. Em muitos casos, a patologia está associada ao aumento da pressão intraocular, embora também possa surgir em indivíduos com pressão considerada normal.

Como a perda visual acontece lentamente, muitas pessoas só descobrem a doença quando já existem danos significativos. Quando não tratado adequadamente, o glaucoma pode causar:

Atenção: O glaucoma é frequentemente chamado de “ladrão silencioso da visão” porque pode se desenvolver durante anos sem causar dores ou sintomas perceptíveis na fase inicial.

Grupos de risco e exames preventivos

A detecção precoce é o fator mais determinante para aumentar as possibilidades de controle da doença. Por esse motivo, especialistas recomendam o acompanhamento oftalmológico regular, com exames de rotina, especialmente para os seguintes grupos de risco:

Dados que chamam a atenção

Segundo estimativas internacionais, o glaucoma afeta milhões de pessoas em todo o mundo e continua a ser uma das principais causas de cegueira permanente. Estima-se que a doença atinja entre 1% e 2% da população acima dos 40 anos.

Globalmente, dezenas de milhões de pessoas convivem com o problema, mas uma grande parcela desse grupo desconhece o diagnóstico por falta de acesso a exames preventivos, o que reforça o papel fundamental das campanhas de informação.