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Denúncia sobre fraude no lixo em Amarante-MA expõe esquema e dispara onda de ataques criminosos contra jornalista
Enquanto Ministério Público avança em inquérito sobre contratos e frota sucateada, repórter que revelou o caso é alvo de difamação em massa e clonagem de identidade na internet
26/05/2026 09h11
Por: Portal Verdes Campos Sat

O cruzamento entre a fiscalização do dinheiro público e a segurança de profissionais de imprensa vive um capítulo crítico no interior do Maranhão. Uma jornalista virou alvo de uma suposta campanha de difamação e intimidação digital logo após revelar indícios de corrupção na gestão de resíduos sólidos em Amarante do Maranhão. O caso, que já está sob investigação oficial do Ministério Público (MP-MA), expõe a vulnerabilidade de comunicadores que atuam no jornalismo investigativo local.

A raiz do conflito: O inquérito do lixo

O estopim para as retaliações foi a confirmação de que as denúncias publicadas pela comunicadora conhecida como Angra, em suas redes sociais, tinham fundamento jurídico. O Ministério Público do Maranhão confirmou a abertura do Procedimento Preparatório nº 000233-029/2026, instaurado em 14 de abril de 2026.

A Promotoria investiga duas irregularidades graves na prestação do serviço essencial em Amarante:

O caso de Amarante alerta para a utilização de ferramentas digitais e perfis falsos para assassinar a reputação de jornalistas é uma estratégia conhecida para abafar investigações legítimas sobre o uso do dinheiro público.

Enquanto o Ministério Público colhe provas sobre o esquema de coleta de lixo na prefeitura, autoridades de segurança digital devem ser acionadas para identificar os IPs e os números telefônicos responsáveis pela criação dos perfis falsos e pela distribuição dos vídeos apócrifos contra a jornalista.

Até o momento, os responsáveis pela comunicação do município de Amarante do Maranhão não se manifestaram sobre o teor das investigações do lixo ou sobre os ataques direcionados à profissional de imprensa.