Na manhã desta segunda-feira (25), o cenário educacional da rede privada de Teresina foi marcado por protestos e paralisações. Cerca de 50 professores de colégios particulares da capital piauiense cruzaram os braços e se concentraram em um ato público no cruzamento das avenidas Raul Lopes e Jóquei Clube, um dos pontos de maior fluxo de veículos na Zona Leste da cidade.
A manifestação, que contou com faixas, cartazes e carros de som, foi organizada com o suporte do Sindicato dos Professores do Estado do Piauí (Sinpro-PI) e buscou chamar a atenção da sociedade e dos donos de escolas para a defasagem salarial que afeta a categoria.
O principal estopim para a paralisação é a falta de acordo na convenção coletiva de trabalho deste ano. Os docentes exigem um reajuste salarial que garanta ganho real, ou seja, que fique acima do índice oficial da inflação acumulada, além da revisão e melhoria na gratificação paga por qualificação profissional, como títulos de especialização, mestrado e doutorado.
Segundo os representantes do movimento, o custo de vida na capital aumentou significativamente, enquanto os salários pagos pelas instituições privadas de ensino não acompanharam o mesmo ritmo, gerando uma sobrecarga financeira para os profissionais que estão na linha de frente da educação básica.
Diante do impasse e do protesto que afetou o início do dia letivo em algumas instituições, a reportagem buscou um posicionamento oficial junto ao Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Piauí (Sinepe-PI), que representa os proprietários das escolas particulares. O objetivo é entender se há uma nova contraproposta prevista para ser apresentada à categoria e avaliar qual foi o impacto real da paralisação no cronograma de aulas e na rotina dos estudantes teresinenses nesta segunda-feira.
Os professores acenam com a possibilidade de novas paralisações caso as negociações não avancem nos próximos dias.