Destaque do Dia Transporte Escolar
Estudantes enfrentam sol e chuva a pé por falta de transporte escolar na zona rural de Porto, no Piauí
Moradores denunciam o descaso da prefeitura do município com a educação e a falta de infraestrutura que obriga crianças e jovens a caminharem quilômetros sob condições adversas
23/05/2026 08h10
Por: Portal Verdes Campos Sat

Uma denúncia gravada por moradores da zona rural expõe a dura realidade enfrentada por estudantes na cidade de Porto, localizada no interior do Piauí. Sem acesso ao transporte escolar regular, crianças e adolescentes são obrigados a fazer longos trajetos a pé para conseguir chegar à escola, submetidos a condições climáticas extremas nas localidades de Pé do Morro e Pilões, na região de São Francisco.

No vídeo compartilhado nas redes sociais, é possível ver um grupo de alunos uniformizados caminhando ao longo de uma estrada de terra sob um sol escaldante, característico do clima piauiense. A indignação pela falta de ação da prefeitura municipal  é evidente ao questionar o paradeiro do veículo que deveria fazer a rota, destacando que os estudantes estão abandonados no sol quente enquanto os cofres públicos custeiam um serviço que não está sendo entregue de forma adequada.

De acordo com os relatos locais, a falta de transporte não é um problema isolado, transformando a rotina de dezenas de jovens em uma sequência de incertezas e riscos diários. A comunidade enfatiza que, quando o desafio não é o calor intenso, as chuvas transformam as estradas de terra em lamaçais perigosos, tornando a caminhada ainda mais penosa e evidenciando o descaso com o direito básico à educação na zona rural de Porto. Nas imagens, também fica claro o perigo do tráfego local, onde os estudantes são forçados a dividir o espaço da via sem acostamento com motos e carros.

 
 
 
 
 
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Além do cansaço físico extremo, a ausência de um transporte público escolar eficiente gera impactos profundos no rendimento escolar e no índice de evasão na região, já que muitos alunos acabam faltando às aulas devido à exaustão ou à impossibilidade de caminhar por quilômetros naquelas condições. Até o momento, as autoridades do município de Porto não se pronunciaram oficialmente sobre as falhas no serviço ou sobre prazos para a normalização das rotas na comunidade de São Francisco, deixando os moradores em busca de respostas e de uma solução imediata.