Polícia Apr
Fuzis, metralhadoras e a expansão de organizações criminosas no Nordeste
Investigação aponta rotas e estratégias de armamento de organização no Ceará
18/05/2026 08h10
Por: Portal Verdes Campos Sat

O crime organizado tem buscado expandir suas frentes de atuação de forma acelerada no Ceará. Em entrevista concedida à imprensa o delegado-geral da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), Márcio Gutierrez, detalhou o cenário preocupante do contrabando e da circulação de armas pesadas no território cearense.

Conforme dados oficiais revelados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), somente no ano passado foram apreendidas 7.221 armas de fogo no estado, montante que incluiu 40 fuzis e 43 metralhadoras de grosso calibre. Em um intervalo recente de menos de um ano e meio, a quantidade de armamentos retirados de circulação no Ceará já se aproxima da expressiva marca de 10 mil unidades.

De acordo com as análises da inteligência policial, a organização de origem carioca destaca-se como o grupo que mais demonstra uma forte "sede bélica", utilizando intencionalmente a violência armada extrema como sua principal estratégia de expansão territorial em nível nacional.

Para combater esse movimento armamentista do crime, que se consolidou inicialmente nas capitais do Sudeste e depois avançou para as demais regiões do país, as forças de segurança pública vêm aperfeiçoando constantemente os seus protocolos de inteligência tática.

A dinâmica envolve um alto nível de perigo físico, visto que as apreensões colocam policiais e criminosos fortemente armados em situações de confronto direto iminente. Gutierrez destacou que as investigações focam no bloqueio das rotas internacionais e interestaduais por onde os criminosos trazem os ilícitos. Paralelamente às rotas tradicionais de tráfico terrestre e marítimo, a polícia monitora os novos horizontes tecnológicos adotados pelas organizações criminosas.

Embora o Ceará ainda não possua registros de linhas de montagem clandestinas em funcionamento local, o estado monitora com rigor a nova tendência de montagem de armas por meio de impressoras 3D o qual já resultou em desarticulações de fábricas clandestinas em outras unidades da federação, como o estado de São Paulo.