Em uma investida estratégica para desarticular o poder financeiro do narcotráfico, a Polícia Civil do Maranhão realizou, nesta sexta-feira (15), a incineração de aproximadamente 2,2 toneladas de drogas. O material destruído é o resultado de diversas apreensões bem-sucedidas realizadas em operações de combate ao crime organizado tanto na capital, São Luís, quanto em municípios do interior do estado, cobrindo o período entre abril de 2025 e a primeira semana de maio de 2026.
A operação de destruição foi coordenada de forma minuciosa pela Superintendência Estatal de Repressão ao Narcotráfico (Senarc). Devido à grande quantidade e ao alto valor do carregamento, a transferência e o descarte dos entorpecentes foram executados sob um forte esquema de segurança rodoviária e tática. Todo o montante foi transportado até uma usina no interior do estado, onde os materiais foram jogados em um forno industrial de alta capacidade e completamente carbonizados.
O balanço oficial divulgado pelas autoridades detalha a diversidade das substâncias retiradas de circulação. Entre o material incinerado, a maior fatia correspondia a cerca de 1,3 tonelada de maconha prensada. Além disso, as equipes queimaram 822 quilos de clorhidrato e pasta-base de cocaína, além de 62 quilos de crack e uma parcela considerável de substâncias sintéticas de uso recreativo.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública e os delegados da Senarc, o impacto dessa incineração vai muito além do ato simbólico de destruição. Estima-se que a perda definitiva desse carregamento represente um prejuízo financeiro direto de R$ 61,8 milhões para as facções e organizações criminosas que financiavam a distribuição na região. A ação de queima e o sucesso das investigações prévias contaram também com o apoio operacional da Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).